Clínica Cardiológica Especializada em Arritmias

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Bradiarritmias

Fonte: Portal O que eu tenho?

O ritmo do coração é ordenado. Mesmo quando há alterações causadas pelo esforço físico, esse ritmo tem uma ordem. Mas quando há a chamada arritmia cardíaca, ocorre uma desorganização nos batimentos. Pode ser uma alteração em que o coração bate mais devagar ou mais rápido.
Essa alteração na frequência do coração é chamada de arritmia cardíaca. Quando a arritmia se altera para baixo, é chamada bradiarritmia ou bradicardia, que pode causar tonturas ou mesmo desmaio.

“A bradicardia pode ser funcional. O coração diminui os batimentos quando dormimos, por exemplo, ou quando o indivíduo é um atleta, ou seja, tem um coração treinado e que bate menos, pois é mais ‘forte’ ou mais eficaz para fazer o sangue circular. Mas em outras situações, esse ritmo mais vagaroso é doença e precisa de tratamento”, explica Cesar Grupi, cardiologista e membro da Sociedade Brasileira de Arritmia Cardíaca (Sobrac).

As bradicardias – a não ser em condições extremas, quando associadas a outras doenças – não causam morte. “Muitas vezes, o organismo se adapta”, explica o especialista. Mas isso não quer dizer que a condição não precise de atenção e acompanhamento, pois com o passar da idade, ela pode impactar a qualidade de vida.

Menos sangue, mais tonturas

Na bradicardia há menos circulação sanguínea e os sintomas são, normalmente, tontura, desmaio, queda de pressão e cansaço.

“Um ritmo mais vagaroso do coração implica em menos sangue bombeado. Nesses casos, há o que chamamos de manifestações de baixo débito, o que quer dizer pouco fluxo sanguíneo. Essa falta de fluxo vai agir especialmente na cabeça, que está na parte mais alta do corpo. Os sintomas, portanto, têm a ver com esse problema gerado pela bradicardia”, diz Grupi.

Não existem tratamentos farmacológicos para a bradicardia. O tratamento para a condição é um só: a instalação de um marca-passo para controle do ritmo cardíaco. Mas essa técnica é usada somente quando o indivíduo tem sintomas muito intensos.

“É preciso consultar um cardiologista especializado para ver a melhor alternativa e as possíveis adaptações nas rotinas diárias para o controle da bradiarritmia. E também é importante ficar atento às condições de saúde que, correlacionadas com esse tipo de arritmia, podem aumentar o risco de morte”, finaliza Grupi.



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